22 julho 2013

Para ter um bebê!

Ceci quer um bebê
texto: Thierry Lenain
ilustrações: Delphine Durand
tradução: Paulo Werneck
editora: Companhia das Letrinhas

Depois de conhecer Ceci tem pipi? eu só pensava em conhecer os outros livros da série. E como nunca os encontrei em livrarias ou bibliotecas, o jeito foi pedir pela internet. E aí preciso confessar a vocês que Ceci quer um bebê me causou espanto, e não tive coragem de entregá-lo a filha. Pois é, excesso de moralismo, provavelmente. Fiquei viajando que aquele ainda não era o momento para Letícia conhecê-lo, que era melhor esperar ela crescer um pouquinho mais - tolinha. Rá, mas a vida se encarregou de driblar meus medos pudicos, e um dia, sem querer, ela viu sua capa dentro do meu armário, e gritou logo "Ceci! Tem outro livro de Ceci?" Aí já era, não tinha mais nada a fazer senão entregá-lo rsrs

Do jeito direto de Thierry abordar os temas, Ceci começa esse livro perguntando a Max se ele a ama, e ao ouvir uma afirmativa, faz a proposta sem pestanejar "Vem cá. Vamos fazer um bebê." E ele vai, apesar do susto e do medo que sente - filho é coisa séria, né? Mas nem pense em cegonhas ou repolhos, Ceci não é boba rsrsrs Ela sabe que para fazer um bebê o papai e a mamãe têm que deitar na cama e se abraçar forte, não sem antes fechar bem a porta do quarto - para fazer um bebê, a porta do quarto tem que estar bem fechada. Depois do abraço apertado, os dois vão lanchar - e Ceci acha que já pode até sentir o bebê!

No dia seguinte é carnaval, e Ceci e Max vão à escola fantasiados. Max vai de guerreiro das estrelas. Ceci vai apenas com um barrigão. A professora elogia sua fantasia de mamãe grávida e a escuta dizer que não está fantasiada. No dia seguinte não é mais carnaval, mas Ceci continua de barrigão. Hum, Max começa a ficar preocupado. E fica mais ainda quando, alguns dias depois, vê Ceci chegar sem barrigão e com um bebê... de verdade. A história é muito divertida, e fala de sexo e da chegada de irmãozinhos de forma leve, além de trazer o desejo das crianças de viverem experiências adultas, como namorar, casar e ter filhos. Uma forma muito legal de abordar esses assuntos, principalmente se as curiosidades já começaram.

19 julho 2013

Sem-pipi ou Com-perereca?

Em abril do ano passado, escrevi um post sobre um livro que adoro: Ceci tem pipi? Ele é o primeiro de uma série, e na época planejava escrever logo na sequência sobre os outros dois. Bom, nem preciso dizer que acabei não escrevendo... E nesse tempo, o quarto livro foi lançado no Brasil, e recentemente consegui comprá-lo. E aí que me deu uma vontade enorme de escrever sobre eles, inclusive sobre aquele primeiro, que já escrevi. Foi assim que nasceram esses quatro posts, que começo a publicar hoje, sobre os títulos da deliciosa série do francês Thierry Lenain (bom, os títulos já traduzidos e lançados no Brasil).

Ceci tem pipi?
texto: Thierry Lenain
ilustrações: Delphine Durand
tradução: Heloisa Jahn
editora: Companhia das Letrinhas

Como o próprio Thierry afirma, ele é um escritor que escreve histórias que defendem as meninas. Na verdade, suas histórias abordam questões da sexualidade para as crianças, falando para elas, na sua linguagem, e buscam desconstruir algumas ideias machista e sexista. Mas esqueça se te veio à mente "livros endereçados", desses que tem como objetivo principal ensinar algo ou passar uma mensagem, e só por acaso têm uma história condutora. As histórias de Ceci são muito boas, sensacionais, eu diria. E o que eu mais gosto nelas é que Thierry não caiu nas armadilhas mais comuns, como falar sobre sexo para crianças usando metáforas bobinhas ou uma porção de termos técnicos, ou ainda abordando o sexismo com um discurso moralista. Suas histórias são diretas, claras, e na linguagem do pequeno leitor - tratando a criança com respeito - e como eu gosto disso...

Pela editora francesa, já são oito* os títulos da série da dupla Zazie e Max. Aqui no Brasil, Zazie virou Ceci, e já estão lançados os quatro primeiros títulos. E é nesse primeiro livro que a duplinha se conhece, quando Ceci vai estudar na sala de Max, e causa uma verdadeira revolução na vida do colega. Tudo isso porque a chegada de Ceci faz pela primeira vez Max repensar algo que já estava muito bem formatado em sua cabeça: no mundo existem as pessoas Com-pipi e as Sem-pipi, e é claro que as Com-pipi são mais fortes - elas têm pipi, não é mesmo? E nem foi Max quem inventou isso, sempre foi assim, desde a época dos mamutes. Por isso, Max nem liga quando a professora apresenta Ceci - ela é uma Sem-pipi!

O mundo para Max antes de Ceci.

Ah, mas Ceci não é menina que se possa ignorar! Ela desenha mamutes ao invés de florzinhas fofinhas, joga futebol, não tem medo de subir em árvores e sempre vence nas lutas. Ceci simplesmente não cabia no formato arrumadinho de Com-pipi e Sem-pipi que norteava a cabeça de Max. Tinha alguma coisa diferente naquela garota... será que Ceci é uma Sem-pipi que tem pipi? Mas isso seria trapaça, não? E essa dúvida não sai da cabeça de Max...
Ceci e Max devem ter uns 5 anos, e é mesmo mais ou menos nessa fase que as crianças começam a realmente incorporar que meninos e meninas precisam ser diferentes, e não apenas por terem ou não pipi. Menino gosta de bola, menina gosta de boneca. Menina não pode gostar de bola, menino não pode gostar de boneca. E claro, meninos e meninas não devem se gostar... pffff... que chatice.

Mas a sacada do livro é sensacional! Nunca tinha visto um livro infantil tratar a questão do sexismo na infância de forma tão direta e acessível à criança! Ele traz a ideia freudiana de castração e inferioridade das meninas de uma forma simples e sem rodeios. E ao final da história, quando finalmente Max reconstrói sua ideia das diferenças entre meninos e meninas - já que a primeira foi detonada por Ceci - percebe que, na verdade, existem os Com-pipi e as Com-perereca! Sim, somos diferentes... mas não tem nada faltando nas meninas!

O mundo para Max depois de Ceci

* além de um exemplar com cinco histórias, as quatro primeiras, já lançadas no Brasil, e uma inédita.

11 julho 2013

Olhos que veem o que ninguém mais ver...

O menino que espiava pra dentro
texto: Ana Maria Machado
ilustrações: Alê Abreu
editora: Global


Esse não foi um livro que me conquistou de cara. Li a primeira vez, gostei, mas achei ele um pouco confuso, longo demais para minha filha aproveitar. Depois surgiu a oportunidade de lê-lo novamente, e fui então me encantando com sua história. O texto de Ana Maria Machado trata de um dos assuntos mais incríveis para mim: o faz de conta infantil!

As crianças são mesmo incríveis na arte de fazer de conta, e o Lucas é craque dos craques. Por isso, sua avó costuma dizer, quando ele está distraído, sem ver nem ouvir ninguém, que ele está espiando para dentro. E está mesmo! Todo mundo espia pra dentro quando está dormindo, sonhando. Mas Lucas consegue espiar para dentro mesmo bem acordado. E num instante o espaço embaixo da mesa vira uma grande floresta, com árvores e animais selvagens, e o balançar numa rede, um veleiro enfrentando um mar agitado, com tempestades e piratas. Ah, e como eu sei como é isso... Letícia também adora espiar para dentro, e muitas vezes temos que atravessar a sala pulando em pedras invisíveis para não cair no rio perigoso, ou esconder debaixo do lençol para não ser capturados por um leão feroz. Eu adoro essa fantasia que ainda reside nela, e que já não acho tão facilmente em mim. Enquanto ainda está nela, incentivo sempre que posso, da melhor forma que posso, e quase sempre me divirto muito junto.

Ah, e Lucas tem um amigo imaginário, embora não use essa expressão. O amigo mora nos lugares para onde Lucas vai quando espia pra dentro, e juntos vivem todas as aventuras. Tatá, de Talento ou Tamanco, é mesmo seu fiel amigo. Contam os mais velhos que eu tive muitos amigos imaginários. Amigas, na verdade. Todas tinham nome e características bem claras. Coisa de filho único, diziam. Bom, só fui filha única por dois aninhos. Já minha filha, única aos seis, nunca teve amigos imaginários, ou pelo menos, nunca os dividiu conosco. Sempre brincou muito com suas bonecas, dava nomes a elas, atribuía atitudes humanas, mas suas amigas eram todas palpáveis. Aliás, sua boneca favorita é quase um membro da nossa família, sua amiga inseparável.

Mas bem, brincar com Tatá é tão divertido, que Lucas decide bolar um plano para ficar espiando pra dentro para sempre, ou pelos próximos 100 anos! Uma história divertida e viajante, sobre onde a imaginação infantil podem nos levar. No final do livro, Tatá vira um amigo real para Lucas, e eu suspeito que espiar para dentro ficou para ele ainda mais divertido.

As ilustrações são maravilhosas, cheia de encantos e fantasias. A capa já traz a brincadeira dos olhos vazados de Lucas, integrados com imagens "espiadas pra dentro" na primeira página, uma ótima sacada! A ilustração abaixo, tirada do blog do ilustrador, acompanha um texto lindo, que faço questão de transcrever para vocês:



"Tatá não respondeu logo. Como nesse dia eles tinham ido para um bosque cheio de fadas, elfos, duendes e gnomos, ele se distraia observando a atividade de todas essas criaturinhas. Quem estivesse olhando para fora só veria um menino contemplando abelhas, borboletas, lavadeiras e outros insetos, pelo meio das flores. Mas, espiando pra dentro, havia dois amigos e uma quantidade enorme de seres miúdos e diferentes escorregando em cogumelos, morando entre raízes, se pendurando em balanços de teia de aranha, viajando em favas ou brincando em cascas de nozes. Tudo muito longe daqui."

Como disse antes, é um livro com um texto extenso, uma história mais longa, mas que certamente empolga os pequenos. Aqui em casa, as vezes o lemos em etapas, mas ele sempre é bem aceito. Aliás, impossível esquecer a primeira vez que o li para Letícia, de uma vez só, e ao final ela me disse: "mamãe, eu também adoro espiar para dentro, né?". Não posso negar que fiquei espantada com a identificação tão imediata dela...

07 julho 2013

mais Suzy Lee...

Espelho
texto e ilustrações: Suzy Lee
editora: Cosac Naify


Sombra
ilustrações: Suzy Lee
editora: Cosac Naify


Ontem chegou pelo correio o livro que faltava para concluir a trilogia de Suzy Lee aqui em casa - os três títulos lançados no Brasil pela Cosac Naify. Embora valham muito a pena, seus preços são salgados, e eu tive que ter paciência para conseguir oportunidades de preços mais palatáveis e tê-los juntos comigo. Primeiro comprei Onda, depois Espelho, e agora chegou Sombra. Estou numa fase de fascínio com os livros de imagem. Fico encantada com a capacidade que alguns ilustradores têm de expressar sentimentos e situações com seus traços. Eu, que embora tenha algumas habilidades manuais sou um desastre com desenhos, fico babando com quem tem este talento. E talento, Suzy Lee tem de sobra.

O meu predileto é mesmo Onda. Pelo movimento, pelo azul, pelo respeito e admiração que tenho pelo mar, e pela possibilidade de imaginar a primeira vez de alguém diante do mar. Mas os outros também são sensacionais. Em Espelho, a menina depara-se pela primeira vez com seu reflexo no espelho: susto, medo, desconfiança e farra - muita farra - até que o reflexo cria vida própria. Na página do livro na Cosac Naify, além do link para ver a animação do livro, há, no final da página, algumas versões de narração para suas primeiras imagens, feitas pelos alunos da escola Carandá. Achei sensacional!
imagem do livro Espelho do site da Cosac Naify

Sombra traz as surpresas de uma menina descobrindo como sua sombra e a de outros objetos podem ser surpreendentes. Adoro este livro por ele abordar o faz de conta infantil, o que eu não me canso de admirar - sei que já perguntei antes, mas porque mesmo perdemos essa capacidade ao longo da vida? 

imagem do livro Sombra do site da Cosac Naify

E então uma maçã mordida no alto da cabeça transforma-se em uma coroa em sua sombra. Um aspirador de pó e algumas caixas, um elefante. Até que surge um lobo, e o real e as sombras começam a interagir. Não deixem de ver a animação do livro, aqui. Aliás, no ano passado, no festival SESI bonecos do mundo, tivemos a oportunidade de assistir ao lindíssimo espetáculo Sombras de Mão do grupo japonês Kakashi-za, e foi muito emocionando ver o que sombras são capazes de fazer.

Acho que os livros de Suzy Lee extrapolam qualquer tentativa de classificação etária. São indicados para qualquer idade - do bebê ao idoso - para criar e contar histórias, para brincar ou simplesmente para admirar. Agora juntinhos, os meus vão ganhar lugar de destaque em casa, para serem manuseados sempre que os olhos quiserem sonhar...

01 julho 2013

Distribuindo poesia...

A caligrafia de dona Sofia
texto e ilustrações: André Neves
editora: Paulinas

Como vocês sabem, Letícia trocou de escola este ano, e tem sido... digamos... um pouco difícil PARA MIM processar algumas mudanças. Algumas posturas em relação a alimentação e a condução de outras questões têm me deixado com o pé atrás - sorry, essa introdução é só um desabafo...

Apesar disso, no que se refere às questões pedagógicas, tenho ficado muito feliz com a condução das coisas. Letícia está muito bem adaptada e seus progressos em várias áreas são notórios. E o primeiro projeto do ano, que tratou de poesias e parlendas, me deixou muito feliz. Mais ainda com o fechamento dele, que se deu com um recital de poesias para o dia das mães. Emocionante define.

"O poeta
escreve poesia
para ser criança
todo dia"

Fernando Paixão

Com a pequena estudando poemas e poetas, lembrei-me deste livro e tratei de enviá-lo para a sala de aula. Acho que este foi o primeiro livro que comprei de André Neves - quando minha pequena ainda era uma bebezona - e depois vieram muitos outros. Hoje em dia, quando vejo seu nome numa capa, como autor ou como ilustrador, agarro logo o livro para conhecer, e quase sempre me apaixono. Acho surpreendente a estabilidade de André, como suas obras mantêm um excelente padrão, sempre - pelo menos na minha opinião. Acompanho muitos autores e ilustradores, gosto de seguir suas trajetórias, e para mim, poucos conseguem alcançar a estabilidade de qualidade dele.

"Ontem à tarde, quando o sol morria,
a natureza era um poema santo."
Castro Alves

Mas voltando para Dona Sofia, naquela época, eu sabia muito pouco sobre André Neves, e li o livro pela primeira vez, de pé em uma livraria, sem grandes expectativas. E foi sua história, tão doce e envolvente, que me conquistou em cheio. A história de Dona Sofia é encantadora: uma professora aposentada que dedica seus dias a cuidar de flores e a decorar as paredes de sua casa com.. poesia. Isso mesmo, seu amor pelos versos transbordava pelas paredes da casa, e ela, com sua linda caligrafia, as escrevia. Até o dia em que, cheias, as paredes não ofereceram mais espaços para poesias. O que faria Dona Sofia? Além das belíssimas ilustrações de André Neves, o livro trás vários trechos de poemas, dos mais variados poetas. Impossível um amante de poesias não se apaixonar.

"Há que se afirmar o corpo até o último sempre.
Exercer-se como instrumento capaz 
de receber a poesia do mundo"
Bartolomeu Campos de Queirós

A saída para o impasse de dona Sofia é o mais lindo possível: ela passa a escrever os versos, que já não cabem nas paredes, em cartões coloridos, decorados com flores prensadas, e os distribui a todos os moradores da cidade. É Seu Ananias, o único carteiro da cidade, quem as entrega. E a partir daí, a vida de Dona Sofia, de Seu Ananias, e dos moradores da cidade, começa a mudar. Todos começam a viver e dividir poesia. Uma história para pensar no prazer de ser lembrado por alguém, no valor do que se divide com amor (que dinheiro nenhum pode pagar), e no quanto pequenos gestos podem trazer efeitos surpreendentes. Eu, fico imaginando no quão delicioso seria um dia receber pelo correio um cartão com a linda caligrafia de Dona Sofia...

"Todos os dias deveríamos ler um
bom poema, ouvir uma linda canção,
contemplar um belo quadro
e dizer algumas bonitas palavras.

Pensar é mais interessante
que saber, mas é menos
interessante que olhar."
Goethe

26 junho 2013

Para quem tem Canela Fina!

Canela Fina
Intérprete: Grupo Canela Fina
Gravadora: Grupo Canela Fina

Feliz feito passarinho de estar inaugurando a sessão O que os cachinhos ouvem. Bom, até tem um post feito ano passado nesta sessão, mas é a primeira vez que escrevo um post especificamente para ela :)

E aí, quanta dúvida na hora de escolher quem trazer aqui nesse primeiro post. Sim, porque fiquei na dúvida entre dois discos fantásticos! Mas por fim, achei que era melhor trazer logo o grupo menos conhecido fora de Salvador (embora o outro também seja originalmente soteropolitano). O disco Canela Fina está no  som do meu carro há meses, e ninguém pensa em tirar ele de lá. Claro que também ouvimos rádio e músicas gravadas no pendrive, mas a filhota acaba hora ou outra pedindo "coloca aí o Canela Fina!".

Atualmente, o grupo, criado em 2010 por Angelita e Kamile, é formado pelos educadores musicais Angelita Broock, Kamile Levek, Carla Suzart e Diogo Flórez, que também tocam turmas de musicalização infantil na UFBA, na escola Dorilândia e na Brinquedoteca Malubambu, aqui em Salvador. Eu conheci o grupo de musicalização da UFBA quando Letícia era pequenina, mas acabei nunca conseguindo conciliar vaga, horário e disponibilidade.

Até que ano passado fomos ao primeiro show do grupo, e fiquei espantada com a reação dela! É que Letícia geralmente é pouco expansiva em shows, e como geralmente acontece, ela ficou muito quieta, diferente da maioria das outras crianças, que brincavam e dançavam. Minha única pista de que ela estava gostando era a forma como prestava atenção a tudo e aplaudia ao final de cada música... mas quando o show terminou e foi anunciado a venda de CDs, ela me pediu para comprar um para ela. Hum, talvez ela tivesse gostado mais do que eu imaginava! A certeza veio quando chegamos em casa e ela correu para pegar o violão do pai e seu microfone de brinquedo, e fez um show particular para nós rsrsrs Outro dia me contou de uma conversa com um colega da escola, sobre cantores preferidos, como Michael Jackson era um ótimo cantor, e que ela tinha dito "meu grupo favorito é o Canela Fina". E ela ficou impressionadíssima porque o colega não conhecia... não sabe o que está perdendo rsrsrs

Para vocês conhecerem um pouquinho do grupo, seguem dois vídeos do show Pepe e a jornada espacial:



Pena que não encontrei o vídeo da minha música favorita "Lá no castelo" - adoro imitar o dragão cantor ;)

Se você não é de Salvador, não deixe de conhecer o grupo. A livraria Cultura vende o CD pela internet e você pode pedir para retirar na loja sem cobrança de frete - veja aqui. Se é de Salvador, além do CD, fique ligado na agenda de shows, eu garanto que valerá a pena...


15 junho 2013

E o ganhador é...



Quanta alegria para mim foi realizar esse sorteio! Escolher o livro, idealizar o processo, preparar o post, ler os comentário, realizar o sorteio propriamente dito! É bem verdade que o meu objetivo primeiro de conhecer meus leitores anônimos não foi exatamente alcançado rsrsrs Apenas uma pessoa era realmente uma leitora antiga anônima. Mas tudo bem, foi uma ótima brincadeira, e estou muito feliz de agora poder presentear um leitor, como uma forma singela de agradecer a todos por passarem aqui.

Bom, mas vamos ao que interessa! Ontem, depois da meia-noite, fiz a lista dos concorrentes e foram 20 participantes: 


Depois fui ao Random.org fazer o sorteio, e uma coisa muito interessante aconteceu, uma coisa rara de acontecer, pelo menos para mim. Vejam o resultado:


Pois é, o número 1 foi sorteado! E como fiz a listagem seguindo a ordem cronológica de comentários (e deixando os que comentaram em outro post para o final), o lindo livro Onda vai para Carol Cardoso, de Brasília, a primeira pessoa que deixou comentário para concorrer! 

Parabéns Carol, o livro seguirá cheio de carinho!

Contracapa de Onda

Bom, tenho mais surpresas para vocês! Como devem ter visto na primeira foto, fiz uns marcadores de livro do Cachinhos Leitores. Não fiz muitos, mas quero distribuir entre as pessoas queridas. Seguirá com o livro, claro, e quem não ganhou, mas também quiser receber marcadores, manda o endereço completo para meu e-mail (disponível na página Sobre nossos cachinhos) que eu mando com o maior carinho.

E tem mais! Quando resolvi fazer um sorteio no blog, pensava em todos que aqui chegassem, velhos e novos leitores, concorrendo em igualdade. Mas a verdade é que isso não me pareceu muito justo. E tem duas pessoas em especial que eu queria muito agradecer pela presença no Cachinhos Leitores. Então resolvi criar uma espécie de prêmio extra, que é um livro muuuito especial para mim, e que, suponho, por mais apaixonadas que elas sejam (e elas são) por livros infantis, dificilmente teriam: Tempo de Caju de minha conterrânea, cearense, Socorro Acioli.


Esse é o prêmio especial para Cristina Sá, minha primeira seguidora e leitora assídua do blog, e Ana Paula Amaral, sempre presente lendo e comentando meus posts. Essas duas acompanham os Cachinhos Leitores desde o comecinho. Numa época de tanta desconfiança, elas me acompanharam mesmo sem me conhecer, mesmo quando este era um blog de um escritor anônimo, que nunca divulgou o nome ou a foto. Obrigada meninas, tantas vezes pensei em desistir e insisti por causa de vocês! Minha eterna gratidão. Por favor, mandem o endereço completo para o meu e-mail.

Espero que vocês tenham gostado, e que continuem passando por aqui. Tenho muita coisa para falar, muitos livros para trazer, e mesmo que você não tenha cachinhos, mesmo que você nem goste tanto de ler, vai ficando... os livros infantis podem te surpreender!!!